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Êxtase de Santa Teresa de Ávila, relevo em terracota, século XVII

Codice: 300404
2.800
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Época: Século XVII
Categoria: Período seiscentista
Expositor
Ars Antiqua SRL
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Via Pisacane, 55, Milano (MI (Milano)), Italia
+39 02 29529057
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Êxtase de Santa Teresa de Ávila, relevo em terracota, século XVII  Traduzido
Descrição:
Século XVII, Escola Romana Transverberação de Santa Teresa de Ávila Terracota acabada à espátula, cm 40 x 30 Inscrição no canto inferior direito “...Carm. Scalz...” A mística católica descreve a transverberação como a perfuração do coração por meio de um dardo, flecha ou lança, efetuada por Cristo ou por um seu anjo emissário; o latim transverberare, “atravessar”, explica a modalidade repentina e impetuosa, tanto que o acontecimento foi tomado pela literatura cristã também como um assalto do Serafim, já de per si um ser ardente no amor por Cristo, ou uma ferida de amor. Um episódio emblemático é aquele narrado por Santa Teresa de Ávila nas suas memórias, elevado na iconografia artística a modelo principal para a representação de um momento tão intimamente e espiritualmente insondável; entre todas, a imagem inventada por Gian Lorenzo Bernini para a capela Cornaro em Santa Maria della Vittoria romana (1645) obteve a maior honra. A obra foi traduzida em mármore e bronze dourado, limitadamente aos raios divinos irradiados do céu, e concebida como o fulcro da edícula que a acolhe, quase como se fosse um palco teatral, e os retratos orantes dos membros da família Cornaro estivessem situados em camarotes de uma barcaça operística. Esta conceção prospetiva servia para direcionar melhor a atenção do espetador, carregando a carga emocional da escultura, em linha com os espetaculares ditames barrocos da Roma de Urbano VIII Barberini (1623-44), Inocêncio X Pamphilj (1644-55) e Alexandre VII Chigi (1655-66). Nativa da cidade de Ávila, em Espanha, a vida de Santa Teresa desenrolou-se apenas um século antes do grupo berniniano – talvez derivado da Aparição de Cristo a Santa Margarida de Cortona de Giovanni Lanfranco (1622), encomendada por Ferdinando II para a igreja de Santa Maria Nuova em Cortona e hoje nas coleções do Palazzo Pitti. A precoce leitura, em companhia do irmão Rodrigo, dos Acta Martyrum levou Teresa ainda menina a rejeitar aquele fasto que lhe garantia a nobreza da família e a procurar perigosamente a morte entre as fileiras dos Mouros infiéis, para encontrar imediatamente Jesus. Escapando graças à intervenção da família, decidiu retirar-se para viver no jardim de casa, numa pequena cela que já prefigurava a sua dedicação à vida eremítica. Uma vez crescida, Teresa retirou-se para o Mosteiro da Encarnação no Monte Carmelo (Ávila), entrando assim na Ordem Carmelita espanhola; subsequentemente, uma grave doença a acamou na casa paterna. Uma tempestiva visão fê-la recuperar, convencendo-a à reforma dos mosteiros carmelitas tanto masculinos como femininos; aproximou-se de João da Cruz e fundou em 1562 São José, o primeiro mosteiro reformado. Teresa foi eleita “mãe dos espirituais”, ou seja, de quantos procuravam a união com Deus, e foi proclamada santa (1622) e doutora da Igreja (1970). Na terracota, pacientemente acabada à espátula na profunda disposição dos mantos das personagens e nas vorticosas nuvens que levam os anjos à terra, figuram-se dois anjos divinos ocorridos pelo toque do dardo, bem como a cabeça de um pequeno querubim nas nuvens ainda altas. O instante figurado pode ser duplamente entendido como o instante imediatamente anterior à perfuração, em que a santa acolhe extática o dom divino, ajudada pelo segundo anjo que lhe percebe a emoção, seguindo o modelo berniniano, ou o momento sucessivo, em que a flecha se retrai e a santa não resiste à majestade ultraterrena. A obra apresenta uma inscrição no limite inferior direito, que com a menção CARM. SCAL faz referência à Ordem dos Frades Carmelitas Descalços, derivada da reforma supramencionada da ordem carmelita (1562) promovida precisamente por Santa Teresa. Jacopo Palma, o Jovem (1549-1628), tinha executado para a Igreja romana de São Pancrácio fora das muralhas uma Santa Teresa em que comparecem, tal como na presente, dois anjos com traços adultos e o próprio Cristo, de onde emanam os raios divinos. Mais tarde, o flamengo Guglielmo Borremans (1672-1744) renovará tal iconografia, pintando em 1772 uma concitada Santa Teresa para a Igreja de Santa Teresa alla Kalsa. Com a Ars Antiqua é possível adiar todos os montantes até € 5.000 a TAXA ZERO, por um total de 12 PRESTAÇÕES. Ex. Tot. € 4.500 = Prestação mensal € 375 por 12 meses. Ex. Tot. € 3.600 = Prestação mensal € 720 por 5 meses. Para montantes superiores a € 5.000 ou para um maior adiamento no tempo (mais de 12 prestações), podemos fornecer um pagamento personalizado. Contacte-nos diretamente para obter o melhor orçamento. DIRETA TV – DOMINGO 17.00 – 21.00 Dig.terr. 126 – Sky 861 – Em streaming no nosso site www.arsantiquasrl.com e nas nossas redes sociais Facebook e Youtube  Traduzido